| Assembleia-geral Ordinária |
Convocatória
Nos termos do disposto no artigo 18º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral de Irmãos para reunir em sessão ordinária no próximo dia 22 de Novembro de 2008 pelas 10h00, na sala de reuniões do Edifício Santa Catarina, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 – Leitura e aprovação da Acta anterior.
2 – Apresentação, apreciação e votação do Plano e Orçamento para 2009.
3 – Alteração dos Estatutos.
4 – Outros assuntos de interesse para a Irmandade.
De acordo com o disposto no artº 14, dos Estatutos, se no fim de uma hora de espera não estiver presente a maior parte dos Irmãos convocados, a Assembleia poderá deliberar, validamente, qualquer que seja o número de Irmãos presentes.
Guimarães, 28 de Outubro de 2008
O Presidente da Mesa da Assembleia
(Engº António Monteiro de Castro)
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| Festividades de 2008 |
11 Maio
Corrida de Atletismo de Montanha
15 Junho
Festa Stª Catarina e da Srª Lapinha
29 Junho
Entrega prémios Concurso “Penha à Vista”
20 Julho
Festa Srª Carmo
27 Julho
Festa S. Cristóvão
13/14 Setembro
115ª Grande Peregrinação
20/21 Setembro
Prova BTT: Cross Country/Down Hill
27/28 Setembro
26ª edição Rampa à Penha |
| “Grande Peregrinação 2007” |
A secular peregrinação anual à Senhora da Penha, realizou-se, este ano, no dia 9 de Setembro.
Na “Grande Peregrinação”o
arciprestado de Guimarães concentra-se em oração e rende homenagem à Nossa Senhora da Penha.
Em 2007 os fiéis vão reunir-se pela 114ª a pedir bênçãos, no alto da admirável e sagrada montanha da Penha, pulmão verde do concelho.
Milhares de peregrinos reúnem-se no santuário mariano, num momento singular de fé e devoção, onde após a solene missa campal, se realiza a tradicional bênção à cidade.
Na peregrinação anual à Penha cada uma das 69 freguesias do concelho de Guimarães transporta o seu estandarte e insígnias, para além de ser representada pelos respectivos populares e entidades eclesiásticas.
O extenso cortejo inclui as diversas corporações religiosas do arciprestado e o único andor, o da Senhora da Penha, é levado aos ombros pelos escuteiros.
As celebrações deste ano foram ainda abrilhantadas pela comemoração dos 60 anos do Santuário da Senhora da Penha, brilhante projecto do
arquitecto Marques da Silva.
O edifício foi benzido e inaugurado a 14 de Setembro de 1947, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira, na companhia do Arcebispo de Braga e do Bispo do Porto, bem como outras autoridades religiosas. |
| Irmandade de Nossa Senhora da Penha recebe Medalha de Mérito Social, em Ouro |
A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha foi agraciada com a Medalha de Mérito Social, em Ouro, atribuída pela Câmara Municipal de Guimarães. A distinção foi aprovada por unanimidade, tendo em consideração os “atributos relevantes prestados à comunidade”.
A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha foi uma das instituições vimaranenses distinguida e homenageada na sessão solene comemorativa do 24 de Junho de 2007, ou “Dia Um de Portugal” que decorreu, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.
Certidão
MARIA JOANA RANGEL DA GAMA LOBO XAVIER, DIRECTORA DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO GERAL DA
CÂMARA MUNICIPAL DE GUIMARÃES CERTIFICA QUE a Câmara Municipal, em sua reunião realizada em 14 de Junho de 2007, com a presença do Vice- Presidente da Câmara – Domingos Bragança Salgado – e Vereadores Francisca
Maria da Costa Abreu,
Armindo José Ferreira da Costa e Silva,
Júlio Martins Faria Mendes, César
Manuel de Castro Machado, Rui Vítor Poeiras Lobo da Costa,
José Manuel Fernandes Antunes, Carlos Manuel Amaral Vasconcelos, Vítor
Manuel da Silva Ferreira e
António José Salgado de Almeida, cuja acta foi aprovada em minuta na mesma reunião, deliberou, por escrutínio secreto e unanimidade, condecorar a Irmandade de Nossa Senhora da Penha, com uma Medalha de Mérito Social, em Ouro, considerando os atributos relevantes prestados à comunidade, de acordo com a seguinte nota biográfica: “A origem da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha remonta a 1702, quando o anacoreta Guilherme Merino, italiano vindo de França, se enamorou pela montanha de Guimarães. O Ermitão da Penha, estrangeiro, solicitou uma porção de terra e um rego de água para seu sustento, que lhe viriam a ser cedidos pela Câmara em 1709. Mais tarde a posse da capela entretanto construída passou para a Ordem dos Carmelitas, que construíram na Penha um hospício. Anos após o abandono dos carmelitas, o movimento de restauração da Penha, que motivou a fundação da Irmandade, liderado pelo
Padre António Ferreira Caldas, herdou toda a história e bens do ermitão e dos frades carmelitas. De facto, em 1867, na Rua dos Couros, 40 cidadãos vimaranenses reuniram-se para decidir da instalação de uma Irmandade, cujos estatutos foram publicados em 1872, para honrar o culto religioso devido à imagem de Nossa Senhora do Carmo da Penha, existente na sua Ermida. Sob a fé em Nossa Senhora e os encantos e belezas da Penha, deu-se início ao embelezamento do sítio e à edificação de vários monumentos e equipamentos que, por si, justificaram a florestação, a captação e distribuição de água, bem como as várias acessibilidades que transformaram a Penha numa das mais belas e bem edificadas estancias de turismo. O Estado classificou o espaço como «Estância de Turismo de Excelência», por decreto de 1923, criando a Junta de Turismo do Local da Penha e, mais tarde, em 1953, como «Imóvel de Interesse Patrimonial». Mais recentemente, a construção do teleférico da Penha, em 1993, motivou a classificação de «Interesse Turístico Nacional». Ao longo destes três séculos de existência formal da INSCP, dezenas e dezenas de vimaranenses, liderando os destinos da Penha, emprestaram à montanha e a Guimarães um valor inestimável e singular. Ao longo dos anos, milhões de pessoas acederam à montanha para desfrutar das suas belezas e encantos, bem como dos vários equipamentos construídos pela Irmandade: Parque Florestal, Hotel da Penha, Santuário Eucarístico e Mariano da autoria do Arq. Marques da Silva, a par da singular salvaguarda e valorização do património natural à sua guarda. A acção continuada em prol do ambiente, do turismo, da religião e da comunicação afirmam a vitalidade e empenho da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha ao longo dos tempos e são testemunho vivo de um grupo de generosos vimaranenses que tomaram e tomam nas suas mãos a causa de servir esta instituição e a cidade”.
Câmara Municipal de Guimarães, 14 de Junho de 2007. |
| Nossa Senhora da Penha serve de inspiração para litografia de Piairo Pantaleão |
O artista vimaranense Piairo Pantaleão apresentou no dia 16 de Julho de 2007 uma litografia original, trabalho centrado na imagem de Nossa Senhora da Penha.
A apresentação da obra esteve a cargo de Casimiro Silva que realçou o carinho com que o artista pinta sempre que se trata de Guimarães e neste caso da Penha. O original de Piairo Pantaleão, centrado na imagem de Nossa Senhora, com representação obrigatória para vários dos ícones da Penha, como a fachada do Santuário, o Pio IX e o Teleférico. A obra de arte popular do autodidacta vimaranense passa assim a integrar o património artístico da Penha pelo valor artístico e legado que representa. O responsável pela apresentação lembrou que para a obra terá também contribuído o facto de ser filho de um operador de curtumes e possuir memórias das subidas à Penha em peregrinação e que o artista é um “criador de momentos”. Mas um criador muito singular, que se distingue por pintar sem pressas, abrindo espaço para a observação e minúcia, acrescenta.
Casimiro Silva realçou o facto do autor ter uma relação muito privilegiada com a memória, um dos motivos pelos quais consegue fazer “triunfar novas sensações da criatividade em, cada vez mais, pedaços de Guimarães”. Com a pintura de Pantaleão “uma faceta de Guimarães ganha vida própria” ou, noutras palavras do orador, “olhar para um quadro de Piairo Pantaleão é olhar para a realidade histórica que as luzes do dia-a-dia projectam, mas é, acima de tudo, espreitar os pequenos pormenores que se escondem à pressa de cada dia”. O método de atingir estes resultados é a observação, unida ao prazer de desenhar, onde todos os pormenores, possuidores de uma atenção e cuidados extremos, ganham vida própria. Os trabalhos incluídos na litografia são assim “autênticos documentos culturais”.“A forma harmoniosa como, depois de admirar, interiorizar e esboçar o pensamento criativo, mostra nos seus quadros, é o que marca a diferença nas observações pictórias de Piairo Pantaleão” revela Casimiro Silva. Percebe-se assim a forma como o autodidacta encara o seu trabalho: “em todo o trabalho que faço, de Guimarães é um pedaço”. As realidades ganham “no desenho de Pantaleão, vida própria. Muito própria.”. O responsável pela apresentação da obra refere ainda “Piairo Pantaleão adora a Penha. O que não espanta, se pensarmos que o seu avô Joaquim era um dos Pantaleões (já referenciados em 1900) que, como serrador, levava a bandeira da classe na peregrinação. Explica-se, assim, este interesse do pintor pela montanha da Penha.”
“Percebe-se, assim, esta apresentação cá por cima na montanha de Santa Catarina. Com um quadro simples. Onde a sequência das coisas simples que existem aqui na montanha: adega do ermitão, capela de S. Cristóvão, o teleférico e a igreja – tudo envolvido em ramos de carvalhos, com as respectivas bolotas (é a imagem de marca da vegetação da Penha, não é?) –conclui. |
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