Pág. Inicial Notícias Arcebispo presidiu à 125ª Peregrinação

Arcebispo presidiu à 125ª Peregrinação

D. Jorge Ortiga quer comunidades acolhedoras e missionárias

O Arcebispo de Braga exortou os cristãos, na peregrinação ao Santuário da Senhora do Carmo da Penha, Guimarães, a serem uma «missão neste mundo», em consonância com a mensagem do Papa Francisco.

D. Jorge Ortiga, que presidiu à Eucaristia do encerramento daquela que foi a 125.ª peregrinação anual à Penha, disse que a Igreja Católica precisa de «comunidade acolhedoras e missionárias» e disponíveis a participar «ativa e criativamente no processo de ser e tecer esperança». «Queremos comunidade acolhedoras, atentas a todas as necessidades, férteis em gestos de ternura e compreensão, peritas na arte de desatar os nós do sofrimento, luto, preocupações económicas e instabilidade familiar», sublinhou. Citando uma passagem da exortação apostólica “Evangelli Gaudium”, o prelado convidou todos os cristãos da Arquidiocese (leigos e sacerdotes) a porem em prática a frase do Papa Francisco “Eu sou uma missão neste mundo”, notando que dando vida a esta ideia, testemunharão a sua «admiração e simpatia» pelo Papa quando «muitos querem encurralar a sua mensagem em mundos sombrios».

O percurso que, na fidelidade ao ministério petrino, [Papa Francisco] está a procurar seguir é muito vasto e um paradigma para as nossas comunidades. Com o nosso apoio, e acolhendo a sua palavra, a reforma da Igreja atingirá as pessoas e as estruturas», acrescentou.

Diante de uma multidão de peregrinos que subiu à montanha da Penha desde a igreja da Colegiada de NossaSenhora da Oliveira, no centro de Guimarães, o Arcebispo de Braga lembrou que a missão da Igreja «não se esgota no âmbito eclesial», tem expressão também na vida social, económica e política, e «mais do que nunca são necessários cristãos comprometidos dentro e fora da Igreja». 

Citando o caso da política, D. Jorge Ortiga defendeu que «o princípio do bem comum deveria oferecer tempos novos sem cedências a clientelismos e intuitos meramente partidários». E no meio empresarial, os empresários e trabalhadores crentes «podem criar ambientes de trabalho onde os direitos se aliam aos deveres e a dignidade humana é respeitada».

Nesta peregrinação, que coincide habitualmente com o início do novo ano pastoral, D. Jorge aproveitou também para exortar os fiéis da Arquidiocese a concentrarem-se no Programa Pastoral que desafia a «ser» esperança. «Acolhê-lo, refleti-lo, dispormo-nos a concretizá-lo é uma tarefa que compete a todos os sacerdotes e leigos, de modo individual e sinodal nos diversos conselhos pastorais e movimentos», disse. A missa foi solenizada pelo Coro Arciprestal que integra elementos de vários coros paroquiais.