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Queimada experimental na montanha da Penha

Adiada devido a condições climatéricas

A realização de uma queima experimental na montanha da Penha, em Guimarães, que estava prevista para esta quarta-feira, 02 de dezembro, pelas 14 horas, foi adiada por não estarem reunidas as condições climatéricas. Sem data ainda definida, a iniciativa de cariz científico será reagendada quando estiverem reunidas todas as condições.

A Irmandade da Penha vai celebrar um protocolo de cooperação com a Universidade do Minho (UMinho) para a criação de mecanismos de cooperação científica, técnica e cultural em domínios que forem considerados de interesse mútuo para as duas instituições no âmbito das suas atribuições e competências.

O acordo a firmar entre as duas entidades tem imediatamente em vista o desenvolvimento comum de ações e estudos no âmbito da floresta e dos incêndios florestais, através do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da UMinho. Neste contexto, no dia 2 de Dezembro, pelas 14h00, um grupo de investigadores e especialistas realizam uma queima experimental na Montanha da Penha. A ação envolve investigadores do CEGOT, Irmandade da Penha, Câmara Municipal de Guimarães, Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Braga e os Bombeiros Voluntários de Guimarães.

 Queima experimental testa medidas inovadoras

A “queima experimental” é uma iniciativa científica, com recurso a especialistas, que pretende estudar e testar medidas mitigadoras e inovadoras de emergência. Com o apoio das autoridades e instituições competentes, a ação desenrola-se com recurso a diferentes técnicas de fogo controlado, de maneira a simular incêndios com diferentes intensidades. O estudo será conduzido por investigadores da Universidade do Minho (Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território - CEGOT) e pretende quantificar e caraterizar os efeitos dos incêndios nas propriedades dos solos e as perdas físicas de solo imediatamente e nos anos que se seguem à ocorrência dos incêndios em áreas de interface urbano-florestal.

Pretende-se ainda, no atual contexto das modificações climáticas, que poderão potenciar cada vez mais incêndios de elevada intensidade e maior dimensão, testar medidas mitigadoras e inovadoras de emergência.

Unidade de I&D

O CEGOT reúne a generalidade dos investigadores/professores da Geografia Portuguesa sediados nas universidades do Norte e Centro do país (Coimbra, Porto e Minho), bem como um elevado número de investigadores associados a projetos de investigação, a concluir teses de doutoramento ou a realizar projetos de pós-doutoramento nestas universidades. Assim, esta unidade de I&D, aprovada para financiamento pela Fundação de Ciência e Tecnologia, corresponde a grande espaço de colaboração, em que os interesses individuais de investigação científica estão articulados com objetivos coletivos, reunidos em torno da Geografia, tanto na sua vertente mais teórica, como particularmente na sua articulação com o planeamento e o ordenamento do território.