Guimarães 26: Irmandade da Penha sugeriu Centro de Conhecimento e Sistema de Vigilância
A Irmandade da Penha formalizou a apresentação de uma proposta estruturante no âmbito de Guimarães – Capital Verde Europeia 2026, reunindo dois projetos complementares que pretendem marcar o futuro da montanha e reforçar o seu papel ambiental, cultural e turístico.
A proposta integra a criação do Centro de Conhecimento Histórico, Cultural e Ambiental da Penha e a implementação de um Sistema de Videovigilância Inteligente com Alarme de Incêndio e Identificação de Padrões e Fluxos.
O Centro de Conhecimento nasce da necessidade de valorizar a Penha como um ecossistema único, onde se cruzam património natural, história, paisagem, espiritualidade e práticas de lazer. O espaço será dedicado à educação ambiental, à investigação científica e à interpretação cultural, funcionando como plataforma de ligação entre as comunidades, as escolas, as universidades e os visitantes. Entre as suas valências, destacam-se uma exposição permanente dedicada à fauna, flora, geologia e percurso histórico da Penha, um Centro de Documentação e Arquivo Digital, uma Sala de Educação Ambiental vocacionada para oficinas e programas escolares, e um Espaço Multimédia Interativo com recursos de realidade aumentada.
O projeto inclui ainda um Observatório da Penha, que reunirá dados ambientais relevantes, como níveis de ruído, qualidade do ar, humidade, temperatura e risco de incêndio, permitindo uma leitura contínua do estado ecológico do território. Estas funcionalidades reforçam a ambição de transformar a Penha num laboratório natural, aberto a investigadores e instituições de ensino superior.
Em complemento, a Irmandade propõe a instalação de um sistema de videovigilância inteligente, concebido para aumentar a segurança, proteger visitantes e reforçar a prevenção de incêndios. A solução proposta integra câmaras com análise em tempo real, câmaras térmicas para deteção precoce de focos de calor, sensores de fumo e um painel central de controlo capaz de gerar alertas automáticos. Com recurso a algoritmos de inteligência artificial, o sistema permitirá identificar padrões de circulação e acompanhar fluxos de visitantes, detetar situações de risco e apoiar intervenções rápidas das autoridades.
A Irmandade sublinha que este sistema permitirá uma gestão mais informada e eficiente da Penha, especialmente em períodos de maior afluência, e dará um contributo direto para os princípios de cidade inteligente que orientam a Capital Verde Europeia. A monitorização contínua permitirá também otimizar percursos, prevenir sobrecargas e melhorar a manutenção dos espaços. Com esta proposta, a Irmandade da Penha reafirma o seu compromisso com a proteção e valorização da montanha, contribuindo para um território mais seguro, sustentável, documentado e culturalmente enriquecido.
O projeto pretende criar um legado duradouro, alinhado com a visão de Guimarães para 2026, onde natureza, tecnologia e conhecimento convergem para promover um futuro mais verde e participativo.





