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Hotel da Penha: projeto aprovado

Hotel da Penha: projeto aprovado

A requalificação do histórico Hotel da Penha, em Guimarães, deu finalmente um passo decisivo. Antes de terminar o seu mandato, o anterior executivo camarário aprovou o projeto arquitetónico, desbloqueando um processo que se arrastou durante praticamente uma década. A Irmandade da Penha iniciou, entretanto, a elaboração dos processos de especialidade do projeto do arquiteto Noé Diniz.

Com este avanço administrativo, a Irmandade da Penha vê-se agora perante o maior desafio do seu mandato em que terá de concertar um plano financeiro robusto para viabilizar uma intervenção profunda num edifício emblemático, cuja renovação poderá redefinir o futuro turístico da Estância Turística da Penha.

Inaugurado em 1893 mas encerrado há vários anos como unidade hoteleira (mantendo apenas serviço de restaurante) o edifício foi acumulando degradação. Embora a vontade de reabilitação seja antiga, o projeto do arquiteto Noé Diniz, foi desenvolvido para transformar o edifício num hotel de quatro estrelas, preservando a fachada histórica e reconstruindo o interior. A manutenção da fachada original do arquiteto Roque Lino foi ponto de honra de Noé Diniz que entrevê uma relação simbiótica entre a volumetria do hotel e o largo à sua frente.

A aprovação agora alcançada representa o desfecho de um percurso longo, irregular e repleto de entraves. Durante anos, o projeto de reabilitação do Hotel da Penha esbarrou em sucessivas dificuldades, muitas delas resultantes de incongruências urbanísticas no Plano Diretor Municipal. Só em 2025 viria a ser assumido publicamente que o projeto se encontrava “maduro”, embora persistissem pormenores por resolver, suficientes para manter indefinida a data de arranque da obra.

Foi, por isso, particularmente relevante a decisão de aprovação do projeto arquitetónico. A luz verde política e administrativa permitiu desbloquear um processo que durante anos permaneceu suspenso. Com a aprovação, a Irmandade prepara o passo seguinte: o projeto de execução, a orçamentação e o estudo da possibilidade de candidatura a mecanismos de financiamento que garantam viabilidade à obra.

Avançando o projeto conforme o previsto, a Penha poderá ver nascer um equipamento hoteleiro moderno, apto a captar públicos variados. Desde visitantes interessados no turismo de natureza e montanha até peregrinos e viajantes motivados pelo turismo religioso, passando por quem procura experiências de bem-estar ou programas de saúde, o hotel requalificado poderá ainda acolher eventos, conferências e retiros que reforcem a sua centralidade regional. A aposta poderá constituir uma transformação estratégica para a próxima década, dando à Penha um protagonismo renovado e oferecendo a Guimarães uma opção turística de montanha que complementa o seu património histórico e cultural.